Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei,
nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas,
mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta.
Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo,sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,
não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
‘ Cuide bem do seu amor, seja ele quem for ‘
Herbert Vianna
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Rating
An American Legal firm has put the US budget problems into perspective. The situation currently is:
* US income is - $2,170,000,000,000
* Federal Budget - $3,820,000,000,000
* New debt - $1,650,000,000,000
* National debt - $14,271,000,000,000
* Recent budget cuts - $38,500,000,000
To understand it better let's remove 8 zeros from the figures and pretend this is the household budget for the Jones family.
* Annual family income - $21,700
* Amount of money the Jones family spent - $38,200
* Amount of new debt added to the credit card - $16,500
* Outstanding balance on the credit card - $142,710
* Household budget cut by $385
At the conclusion of well publicised debate in the US congress the result was to cut the budget by $385. Clearly this was not enough and consequently the US AAA Rating was downgraded to AA+.
* US income is - $2,170,000,000,000
* Federal Budget - $3,820,000,000,000
* New debt - $1,650,000,000,000
* National debt - $14,271,000,000,000
* Recent budget cuts - $38,500,000,000
To understand it better let's remove 8 zeros from the figures and pretend this is the household budget for the Jones family.
* Annual family income - $21,700
* Amount of money the Jones family spent - $38,200
* Amount of new debt added to the credit card - $16,500
* Outstanding balance on the credit card - $142,710
* Household budget cut by $385
At the conclusion of well publicised debate in the US congress the result was to cut the budget by $385. Clearly this was not enough and consequently the US AAA Rating was downgraded to AA+.
A Crise
Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.
Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.
Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava...
Os seus cachorros-quentes eram os melhores!
Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:
- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou:
‘Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!’
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior).
Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).
Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.
Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis....
O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos... faliu.
O pai, triste, disse ao filho:
- Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise...
VIVEMOS NUM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTÍCIAS E SE NÃO TOMARMOS O
DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS INFLUENCIAR-NOS-ÃO AO PONTO DE NOS
ROUBAREM A PROSPERIDADE.
O texto original foi publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals Co
Este tema fez-me lembrar a censura temporária proposta por Manuela Ferreira Leite
Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.
Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.
Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava...
Os seus cachorros-quentes eram os melhores!
Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.
Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:
- Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou:
‘Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!’
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior).
Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).
Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.
Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis....
O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos... faliu.
O pai, triste, disse ao filho:
- Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise...
VIVEMOS NUM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTÍCIAS E SE NÃO TOMARMOS O
DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS INFLUENCIAR-NOS-ÃO AO PONTO DE NOS
ROUBAREM A PROSPERIDADE.
O texto original foi publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals Co
Este tema fez-me lembrar a censura temporária proposta por Manuela Ferreira Leite
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Back Again
Pois é, faz muito tempo que não passo por aqui.
Vou regressar com mais reflexões.
Com este estado de coisas não vai faltar tema.
Até breve
Vou regressar com mais reflexões.
Com este estado de coisas não vai faltar tema.
Até breve
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Globos de Ouro
Ontem fui aos Globos de Ouro e apareci na televisão. Vários amigos me viram e um deles comentou “Então sempre em grande”.
De facto não sou famoso, nem nada que se pareça, mas a questão vem de encontro à minha teoria dos media - Não interessa estar mal ou bem, o importante é aparecer.
Mas foi uma festa agradável com gente bonita, os cromos normais (e alguns mesmo muito cromos) e onde se homenageou um Senhor da Comunicação que para mim quando eu era garoto era um “velho” e agora com mais 40 anos de idade apresenta uma lucidez e fez um discurso sobre o saber envelhecer fabuloso.
Fiquei surpreendido com a mensagem positiva que me foi transmitida por um Homem maduro e que enalteceu exactamente a maturidade como algo que raramente se valoriza.
Foi agradável Senhor Artur Agostinho.
Touché
De facto não sou famoso, nem nada que se pareça, mas a questão vem de encontro à minha teoria dos media - Não interessa estar mal ou bem, o importante é aparecer.
Mas foi uma festa agradável com gente bonita, os cromos normais (e alguns mesmo muito cromos) e onde se homenageou um Senhor da Comunicação que para mim quando eu era garoto era um “velho” e agora com mais 40 anos de idade apresenta uma lucidez e fez um discurso sobre o saber envelhecer fabuloso.
Fiquei surpreendido com a mensagem positiva que me foi transmitida por um Homem maduro e que enalteceu exactamente a maturidade como algo que raramente se valoriza.
Foi agradável Senhor Artur Agostinho.
Touché
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Engraçado
Li de João Quadros e achei que é o retrato exacto do comportamento do Português perante os impostos:
"A relação dos portugueses com os impostos fica resumida nas palavras do cunhado da minha porteira (a semana passada, no café aqui da rua): "Vou votar naqueles que derem mais garantias de que vão lutar contra a fuga aos impostos. Este país é uma vergonha! Anda um tipo aqui a dar o coiro e depois é o que se vê! Já agora, em vez da conta do café, não me podias passar uma factura com vint'nove almoços?"."
Como dizia o saudoso Raul Solnado:
"Façam o favor de ser felizes"
"A relação dos portugueses com os impostos fica resumida nas palavras do cunhado da minha porteira (a semana passada, no café aqui da rua): "Vou votar naqueles que derem mais garantias de que vão lutar contra a fuga aos impostos. Este país é uma vergonha! Anda um tipo aqui a dar o coiro e depois é o que se vê! Já agora, em vez da conta do café, não me podias passar uma factura com vint'nove almoços?"."
Como dizia o saudoso Raul Solnado:
"Façam o favor de ser felizes"
terça-feira, 7 de julho de 2009
Estratégia
Li hoje e gostei, pois trata-se de uma das questões mais complexas de resolver nas organizações.
".... a única questão para a qual não temos "a" resposta mantém-se: como alinhar os nossos recursos com a nossa estratégia, e sermos bem sucedidos?
O primeiro passo é assegurar que todos os elementos da equipa sabem como contribuir para a execução da estratégia. Depois, garantir que eles falam a linguagem uns dos outros - o marketeer entende conceitos financeiros e o director financeiro entende os desafios do marketing, por exemplo. Não se pretende que todos sejam especialistas em tudo. Pretende-se sim que cada área seja capaz de entender a realidade das restantes áreas, e os desafios das pessoas que aí trabalham. Isto permite criar sinergias, poupar recursos e ganhar apoios. No fundo, executar melhor. Só a partir daqui faz sentido discutir disciplina, performance, capacidade de trabalho e resultados."
O primeiro passo é assegurar que todos os elementos da equipa sabem como contribuir para a execução da estratégia. Depois, garantir que eles falam a linguagem uns dos outros - o marketeer entende conceitos financeiros e o director financeiro entende os desafios do marketing, por exemplo. Não se pretende que todos sejam especialistas em tudo. Pretende-se sim que cada área seja capaz de entender a realidade das restantes áreas, e os desafios das pessoas que aí trabalham. Isto permite criar sinergias, poupar recursos e ganhar apoios. No fundo, executar melhor. Só a partir daqui faz sentido discutir disciplina, performance, capacidade de trabalho e resultados."
Foi retirado de um texto de Nadim Habib.
É importante ter nas empresa quadros que tenham uma visão global do negócio e não pautem a sua actuação por critérios redutores.
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