quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Engraçado

Li de João Quadros e achei que é o retrato exacto do comportamento do Português perante os impostos:

"A relação dos portugueses com os impostos fica resumida nas palavras do cunhado da minha porteira (a semana passada, no café aqui da rua): "Vou votar naqueles que derem mais garantias de que vão lutar contra a fuga aos impostos. Este país é uma vergonha! Anda um tipo aqui a dar o coiro e depois é o que se vê! Já agora, em vez da conta do café, não me podias passar uma factura com vint'nove almoços?"."

Como dizia o saudoso Raul Solnado:
"Façam o favor de ser felizes"

terça-feira, 7 de julho de 2009

Estratégia

Li hoje e gostei, pois trata-se de uma das questões mais complexas de resolver nas organizações.
".... a única questão para a qual não temos "a" resposta mantém-se: como alinhar os nossos recursos com a nossa estratégia, e sermos bem sucedidos?
O primeiro passo é assegurar que todos os elementos da equipa sabem como contribuir para a execução da estratégia. Depois, garantir que eles falam a linguagem uns dos outros - o marketeer entende conceitos financeiros e o director financeiro entende os desafios do marketing, por exemplo. Não se pretende que todos sejam especialistas em tudo. Pretende-se sim que cada área seja capaz de entender a realidade das restantes áreas, e os desafios das pessoas que aí trabalham. Isto permite criar sinergias, poupar recursos e ganhar apoios. No fundo, executar melhor. Só a partir daqui faz sentido discutir disciplina, performance, capacidade de trabalho e resultados."
Foi retirado de um texto de Nadim Habib.
É importante ter nas empresa quadros que tenham uma visão global do negócio e não pautem a sua actuação por critérios redutores.

terça-feira, 30 de junho de 2009

"É evidente que a sociedade é, e tem de ser, como aliás qualquer grupo, hierarquizada. É de uma ingenuidade abjecta tentar fazer crer que os indivíduos são iguais. A forma de progredir é dar a cada qual um papel que seja capaz de desempenhar com gosto e competência. Se toda a gente mandar, não há ninguém para ser mandado.

A igualdade que tem de existir, isso sim, é a de oportunidades. Um indivíduo não pode ser impedido de progredir até onde vontade e saber o deixarem chegar. O resto é selecção natural."

O texto anterior não é meu, mas não poderia estar mais de acordo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Reflexão

Reflexão
Como é fácil em dois parágrafos destruir.
Ou será de facto uma crise de valores e materialismo exacerbado que se tornou a lógica da nossa sociedade/civilização?

"Morreu o cavaquismo

Por Mário Crespo

Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.

Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da ( ) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty " significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avoluma, cai o regimevam. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo."

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O que somos

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007),

teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos,

por isso façam uma leitura atenta.




Precisa-se de matéria prima para construir um País

Eduardo Prado Coelho - in Público




A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,

bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão

que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda

sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude

mais apreciada do que formar uma família

baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais

poderão ser vendidos como em outros países, isto é,

pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal

E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares

dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,

como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo
o que possa ser útil

para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque

conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo,

onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo
nas ruas e, depois,

reclamam do governo por não limpar os esgotos.

-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que

é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória

política, histórica nem económica.

-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar
projectos e leis

que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média

e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços,

ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada

finge que dorme para não lhe dar o lugar.

-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro

e não para o peão.

-Um país onde fazemos muitas coisas erradas,

mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,

melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem

corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,

apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,

o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,

mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país
precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita,

essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui

até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de
qualidade humana,

mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,

é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,

ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,

o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria
prima

defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,

mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a

erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,

nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei

com a força e por meio do terror ?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece

a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os
lados,

ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,

igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa

a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento

como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos,

a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses

nada poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,

francamente, somos tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável,

não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)

que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco,

de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI

QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa ?... MEDITE !




EDUARDO PRADO COELHO





"PAÍS DE BANANAS, GOVERNADO POR SACANAS"

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Curiosa análise

Citando o pedagogo Chris Woodhead
De nada valem os sacrifícios ou todo o dinheiro que se investe na educação. Quem nasce pouco inteligente será sempre pouco inteligente. E nada nem ninguém muda esse destino.

A vida não é justa, e por isso a escola também não tem de o ser. Alunos e alunas têm até ao segundo ciclo para mostrar o que valem. Os fracassados serão encaminhados, a partir do secundário, para cursos práticos. Os bem sucedidos podem ambicionar um percurso académico. Afastar os menos inteligentes é a única forma de não perturbar o ritmo de aprendizagem dos dotados.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

COMO RESOLVER A CRISE FINANCEIRA MUNDIAL

Numa pequena vila e estância na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas.
Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local.
Pede um quarto e coloca uma nota de E100 sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de E100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve E100.
O talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar E100 que devia há algum tempo.
Este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os E100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os E100 e corre ao hotel a quem devia E100 pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos E100.
Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.
Contudo, todos liquidaram as suas dividas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora com optimismo o futuro.
Dá que pensar....

terça-feira, 5 de maio de 2009

Vital Moreira

O que leva um ilustre professor da Faculdade de Direito da Universidade com extensa obra publicada e com 65 anos de idade a sujeitar-se à fúria dos ex – camaradas.
Será o espírito de serviço público?
Será o combate político?
Será o salário de deputado Europeu?

Esta Esquerda Caviar é muito irritante.
Este complexo é terrível !!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Outra paixão. Os carros.

Será que é assim???

Diferença entre Amigos e Amigas

Certa noite uma mulher não voltou para casa.
No dia seguinte, ela disse ao marido que tinha dormido na casa de uma amiga.
O homem telefonou para as 10 melhores amigas da mulher.
Nenhuma sabia de nada!

Certa noite um homem não voltou para casa.
No dia seguinte, ele disse à esposa que tinha dormido na casa de um amigo.
A mulher telefonou para os 10 melhores amigos do marido.
Oito deles confirmaram que ele tinha passado a noite na casa deles, e dois disseram que ele ainda estava lá!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fabuloso

Fantástico

I Ran

QUANDO UM HOMEM DEVE COMEÇAR A USAR BRINCO

Um dia, no escritório de advocacia, um homem reparou que o seu colega, muito conservador, estava usando um brinco.
- Não sabia que você gostava desse tipo de coisas - comentou.
- Não é nada de especial, é só um brinco - replicou o colega.
- Há quanto tempo você o usa?
- Desde que a minha mulher o encontrou , no meu carro, na semana passada.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Gostei

Sobre a Vírgula

Campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM

Mais notícias da terra da Maria da Fonte

Num julgamento verificou-se que um dos arguidos não estava notificado que tinha 30 dias para pagar as dívidas fiscais do processo em questão. Então o Meritíssimo Juiz notificou-o, nessa mesma data.
Não obstante ainda ter 30 dias para poder liquidar a divida o cidadão começou a ser julgado nesse próprio dia.
Vou tentar estabelecer uma comparação futebolística:
O campeonato começa daqui a um mês, mas o primeiro jogo é hoje!!!!!!!!!

Justiça em Terras de Maria da Fonte

Para se ser julgado por dívidas ao fisco os arguidos têm que ser notificados.
Ocorre que por vezes são constituídos arguidos sem ser notificados de que têm que pagar e sem eventualmente terem a oportunidade de pagar!!!
Parece, pela lógica (que parece não existir na justiça portuguesa) que se só se deve ser constituído arguido se não houver pagamento.
Então como puderam ser constituídos arguidos antes de serem notificados?
Monthy Python não faria melhor!!!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

É engraçado

Isto da blogosfera é engraçado.

Era Uma Vez

Era uma vez um gestor que tentou ajudar a resolver um problema e que se meteu num sarilho que lhe servirá de lição para nunca mais se meter noutro.
Este cidadão, irá amanhã, mais uma vez, a mais uma sessão de julgamento (a 1ª ou talvez não), de uma empresa por onde passou (nomeado pelos credores).
O principal credor – o estado – nomeou uma comissão administrativa (em meados de 2008), de que fez parte, para acompanhar a gestão da empresa enquanto se ultimava um pertenço negócio de venda da empresa a uma grande empresa do sector.
A empresa já não pagava impostos desde há muitos anos e portanto a dívida era superior a 5.000.000€.
No final de 1998 e perante o facto de o negócio não se ir realizar, e decorrente do facto de haver uma total incapacidade da empresa satisfazer o seus compromissos, nomeadamente com o Estado, (facto que já era estrutural) e após sucessivos pedidos de ajuda ao Juiz do processo, através de sucessivos requerimentos a empresa encerrou a sua actividade.
Os membros da Comissão Administrativa ficaram totalmente com a “criança” (ou monstro) nas mãos.
Com o último dinheiro recebido contrataram uma empresa de segurança para salvaguardar o que restava de património da empresa e continuaram, mesmo após a demissão, a produzir requerimentos ao Juiz do processo com o intuito de os credores (o Estado) verem minimizado o seu imenso calote.
E nada aconteceu.
Convocaram também os antigos sócios e nada, obviamente
Os factos (dividas ao fisco) são de 1998 e os membros da Comissão Administrativa foram constituídos arguidos em 1999, salvo erro, pelo simples facto de não terem conseguido dar o toque de Midas.
Isto é, passarem a pagar os impostos de uma empresa que já não os pagava há anos, por manifesta incapacidade de o fazer, e por isso andar permanentemente a fazer concorrência desleal com as que cumpriam os seus deveres.
Só por lá estiveram menos de 6 meses, tempo manifestamente insuficiente para a realização de qualquer alteração estrutural numa empresa, que ainda por cima tinha problemas gravíssimos em todas as áreas.
Desde aí e após terem solicitado a abertura de instrução onde a Juíza despachou com um laconismo fantástico, tipo - parece que de facto não existe crime, mas o tribunal irá decidir sobre isso (para quê a instrução?) começou a parte trágica ou cómica.
Já perderam a conta as vezes que se tiveram de deslocar ao Tribunal, ainda por cima fora de Lisboa.
Ao tribunal vão os arguidos (os membros da Comissão Administrativa e o sócio gerente) e uma multidão de testemunhas, entre as quais antigos Secretários de Estado, funcionários do Estado, alguns dos quais entretanto reformados em face do tempo já passado e, obviamente, os indispensáveis advogados.
Sempre que se desloca esta multidão ( a última vez já no início de 2009) o julgamento é adiado por razões inacreditáveis, sendo que, por alguma razão, falta sempre notificar alguém.
Quanto custa isto ao Estado e aos envolvidos?
Assim vai o nosso País e a nossa Justiça.
Será do País ou será da Justiça?
Para mim é das pessoas que atingem postos vitais fruto de deficiência de avaliação de competências.
Dou por mim a pensar a razão desta situação e só uma palavra a descreve – incompetência.
E de que nível de incompetência estou a falar?
A que existe ao mais alto nível e que é estrutural e que dificilmente se resolverá no curto prazo.
Que me desculpe quem ler estas linhas, mas mesmo sendo um optimista e com imensa alegria de viver, por vezes estas situações cruzam o meu caminho.
E assim vamos todos cantando e rindo, qual Maria da Fonte.....
O que vale é o clima!
Será????
Já de regresso à luta.
Com as energias devidamente retemperadas.
A fotografia do blog foi tirada no restaurante.

Início

Estou-me a iniciar na blogosfera.
Agora vou almoçar à beira-mar.
O Sol pede!!!